
Nas décadas de 50 e 60, o SEAT 600 ajudou a colocar Espanha sobre rodas. Mais de meio século depois, este pequeno citadino continua a surpreender. Desta vez, enfrentou uma das provas mais exigentes para qualquer automóvel: o teste do alce.
Sem controlo eletrónico de estabilidade (ESP) e recorrendo apenas à engenharia da época e à perícia do condutor, o resultado foi melhor do que seria fácil imaginar.
O SEAT 600, testado pela publicação espanhola Km77, completou a manobra a 61 km/h sem tocar nos cones. Um desempenho respeitável para um modelo com mais de meio século e sem qualquer «anjo da guarda» eletrónico.
Mas bastou aumentar ligeiramente a velocidade de entrada para que as limitações da sua configuração e soluções viessem ao de cima.
A partir dos 62 km/h, a traseira começou a perder aderência e o 600 respondeu com uma forte tendência sobreviradora, obrigando a correções rápidas ao volante.
O motor montado atrás (como um Porsche 911), a curta distância entre eixos, o volante de grandes dimensões e a direção lenta transformam cada tentativa num exercício de antecipação e perícia do condutor.
Antes dos «anjos da guarda» eletrónicos, não havia nada para corrigir os excessos. Tudo dependia do equilíbrio do automóvel e da perícia e sensibilidade de quem ia ao volante.
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